segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Notas Sobre Batalha Espiritual - Thabiti Anyabwile


Parece-me que muitos (a maioria?) dos crentes teologicamente conservadores da Bíblia (incluindo eu) não pensam muito sobre a batalha espiritual. Talvez seja porque há alguns cristãos malucos que parecem falar apenas sobre a batalha espiritual, da maneira como alguns jovens calvinistas malucos apenas falam sobre predestinação e eleição. Ou, talvez seja porque tudo isso soe um pouco fantasmagórico ou assustador. Ou, talvez, não falemos muito sobre isso porque estamos infectados com o ceticismo do pensamento modernista e “científico”, levando-nos a desprezar “todo esse negócio de batalha espiritual”? Eu não sei. Mas eu estou pensando que, se não temos categorias para a batalha espiritual, então provavelmente estamos perdendo a batalha em alguma área de nossa vida cristã.
Mas, qual leitor do Novo Testamento pode duvidar da realidade de nossa luta no mundo espiritual? Apenas um exemplo clássico:
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Ef 6:11-12)

Nossos inimigos nesta guerra

Nós temos três inimigos nesta guerra: o mundo, a carne e o diabo. Ou, porque estou me sentindo estranhamente poético: Dos meus inimigos há três — Satanás, o mundo, e eu. Estes inimigos eram e são mortais para nós:
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. (Ef 2:1-3)
Estes três inimigos têm uma particular relação um com outro em sua guerra contra nós. O Diabo, a antiga serpente, é “o príncipe deste mundo” (João 12:31; 14:30, 16:11). Como tal, ele governa o sistema do mundo, em um esforço para esconder a verdade sobre Deus:
Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.  (1 Jo 5:19).
Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. (2 Coríntios. 4:4)
O mundo, sob o domínio do maligno, é um sistema de pensamentos, valores, ideias e ações que expressam uma verdadeira hostilidade e rejeição para com Deus e o seu povo. O mundo é irreconciliável com Deus — tanto que a abraçar os caminhos do mundo é unir-se ao mundo em inimizade contra Deus.
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 Jo 2:15-17)
Assim, Satanás tem distorcido e sabotado o mundo que Deus fez, inventando um sistema que permanece irremediavelmente hostil para com o Criador. De que maneira o mundo se une para atacar o cristão? Bem, o mundo ataca seduzindo a carne do cristão, os desejos pecaminosos e pensamentos que permanecem no cristão. Deixe-me usar quatro comentários bíblicos sobre a Lei como uma ilustração:
Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo […] Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são; mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? (Gl 4:3, 8-9)
No contexto, surpreendentemente, as referências de Paulo para “os princípios básicos do mundo” incluem a própria lei de Deus, que era o nosso professor, supervisionando-nos até a vinda de Cristo (3:23-25). O apóstolo considera a regra da lei de tocar, provar, e celebrar como parte dos princípios básicos do mundo:
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo […] Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças (Col. 2:8, 20)
Satanás governa o mundo para atacar o cristão através de sua carne de muitas maneiras. Pela graça de Deus nós não somos ignorantes dos dispositivos do inimigo. Vou citar três. Primeiro, ele usa o mundo para conspirar com a nossa carne, cegando o cristão com um ascetismo religioso ineficaz:
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. (Colossenses 2:20-23)
Segundo, Satanás usa o mundo para fortalecer nossa carne a fim de negligenciarmos o viver no/pelo Espírito de Deus:
Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Rm 8:3-8)
Terceiro, Satanás usa o mundo para nos cegar para o fato de que a nossa natureza pecaminosa é a raiz do nosso pecado e tentação:
Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. (Tiago 1:13-15)

Como reagir a tudo isso?

Três coisas:
Primeiro, uma vez que nossos próprios desejos e pensamentos são o campo de batalha desta guerra, devemos mortificar a nossa carne.
Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8:12-14)
A carne morta não pode ser uma carne tentadora.
Em segundo lugar, uma vez que o mundo conspira com a nossa carne contra Deus, devemos cultivar um ódio santo contra o sistema do mundo.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.  (Rm 12:2)
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; (1 João 2:15).
Terceiro, mortificando constantemente a carne e renovando nossa mente e afeições para com Deus, devemos tomar nossa posição contra o diabo:
Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo […] Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes… (Ef 6:10-11, 13-14)
Claro, tudo isso só é possível se Cristo Jesus, o Filho de Deus for a nossa Vitória e nossa esperança for naquele que esmagou a cabeça da serpente (Gn 3:15), que trouxe o julgamento contra o mundo e derrotou o seu príncipe ( João 12:31), e pelo Seu Espírito que crucifica nossa carne (Rm 8:13; 2 Pedro 1:4).
A estratégia básica para a nossa guerra: Mortificar a carne. Odiar o sistema do mundo. Resistir o diabo.
Luta feliz porque nós todos em Cristo vencemos o mundo pela fé no Filho de Deus (1 João 5:1-5).
Por Thabiti Anyabwile. Copyright © 2012 The Gospel Coalition, Inc. All rights reserved.. Website: www.thegospelcoalition.org/blogs/thabitianyabwile/. Original: Notes on spiritual warfare.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/11/thabiti-anyabwile-notas-sobre-batalha-espiritual/#ixzz2DKQ4gdhS




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Avivamento Reformado?


Avivamento Reformado?
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Uma avaliação da Igreja brasileira por David Botelho


Uma avaliação da Igreja brasileira

Em 20 anos a igreja quase quadruplicou em tamanho, prosperou em finanças, junto com o Brasil que se tornou a sexta economia mundial, será a quinta até o final do ano que vem e a quarta em 2020. Em 10 anos o salário mínimo saiu de 75 dólares para cerca de 300 dólares.
O resultado de tudo isso é que nos tornamos um dos mais consumistas do mundo. Os EUA pretende liberar os vistos para os brasileiros e os demais países tem facilitado os vistos para nós, isto não é porque somos bonzinhos, mas por causa do nosso dinheirinho que valorizou muito e que o custo de vida no Brasil se tornou um dos mais caros do mundo.

Em 2005 fizemos um planejamento estratégico de 10 anos para avaliar a igreja brasileira  em 2015. Este foi coordenado pelo engenheiro Mateus Nápoli, filho de pastor e líder de missões. Para isto usamos os fatos listados que afetaria na conclusão.

• Vida Espiritual
• Discipulado
• Denominacionalismo
• Visão Missionária
• Economia Brasileira
• Renda per Capita e Distribuição de Renda
• Indústria
• Relações Internacionais do Brasil
• Inclusão Digital

Ao final do planejamento escolhemos duas tendências para 2015 e uma delas foi denominada: Igreja de Laodicéia. Avaliem vocês essa conclusão minuciosamente. Até parece profético, pois a economia na época não tinha a perspectiva do que é hoje o Brasil e a igreja. O Cenário estudado e mostrado abaixo sobre o Planejamento Estratégico de 2005 na Horizontes mostra o exemplo denominado "Laodicéia"

"m 2015, 1/4 da população brasileira é evangélica e é superficial na vida cristã, a igreja se tornou rica e abastada, mas sem visão.A mídia evangélica tem influenciado com a teologia da prosperidade, formando uma mentalidade materialista e mundanista, aumentando a estrutura de poder das denominações. O discipulado é fraco e não atende a todas as necessidades da igreja, que tornou-se intelectualizada voltada para os seus próprios interesses. A falta de espiritualidade resultou no desinteresse e falta compromisso com missões. Os missionários têm sido negligenciados em todas as áreas de apoio.

A economia do país está em alta com crescimento da indústria e serviços. Mesmo com este crescimento, não há investimento da igreja na obra missionária. As organizações missionárias e juntas denominacionais lutam bravamente por recursos e missionários para serem enviados. A estrutura de envio missionário foi afetada resultando no interesse de pequenos grupos e
empresários, a igreja ignorou a sua responsabilidade de envio, sustento e cuidado missionário.

No cenário internacional também crescemos, devido ao investimento no agro negócio e outras tecnologias que aumentaram a exportação. A nossa imagem melhorou diante das comunidades internacionais, assistimos ao estabelecimento de parcerias nas áreas de esportes, cultura e negócios. Hoje em dia, a maioria das parcerias missionárias é nessas áreas, pois, com a decadência da igreja brasileira, há um desinteresse da igreja internacional
em apoiar o movimento missionário brasileiro.

Há uma diminuição considerável pela procura de treinamento missionário por duas razões: a zona de conforto e a falta de sustento. O treinamento tornou-se a curto prazo e com procura por cursos a distância. Esta situação tem limitado o número de candidatos e obreiros de base nas agências missionárias causando um aumento no custo de formação. Há menor busca por
especialização, literaturas bíblicas e cursos de missões, afetando o ministério de mobilização e investimento missionário.

A adoção à internet cresceu com o incentivo a cursos de informática. Devido à concorrência houve uma queda nos preços de produtos comercializados virtualmente. Novas estratégias missionárias são dirigidas a programas de televisão, grupos de comunicação e à própria internet."

Chamemos um Auditor

Imagine o que ocorreria se contratássemos um auditor de planejamento para analisar e dar seu parecer sobre a Igreja e para onde ela deveria ir, a fim de cumprir o seu propósito máximo. Ele nos faria algumas perguntas com o objetivo de chegar a uma conclusão. Sua primeira pergunta talvez seria: Qual é a tarefa principal da igreja?

Responderíamos que é tornar Cristo conhecido por toda criatura, em todo o mundo.
E, para isso, com quem a igreja conta atualmente?

Responderíamos que a igreja possui mais de 800 milhões de cristãos verdadeiros. Ele ficaria surpreso!

A terceira provável pergunta seria: Quais são os recursos com os quais contamos hoje?
Responderíamos que mais de 50% dos cristãos no mundo são classificados como ricos e que somente 13% são verdadeiramente pobres. Temos todas as estratégias e os melhores treinamentos para evangelizar todos os povos, tribos, e nações. Temos métodos de tradução da bíblia para as línguas que nada têm do livro sagrado e condições de terminar a tarefa em nossa geração.  Sua admiração seria ainda maior.

Uma última pergunta: Vocês sabem onde se encontram as pessoas não seguidoras de Cristo, alvos da pregação?

Orgulhosos, responderíamos com riquezas de detalhes que a maioria delas, ou 95% dos menos alcançados da terra, está concentrada numa região do mundo que denominamos Janela 10-40. Lá estão aproximadamente 2.3 bilhões de pessoas que chamamos de os menos alcançados, pelo evangelho, da terra.

Nosso interlocutor a essa altura estaria em êxtase com grande admiração pelo conhecimento demonstrado, recursos financeiros e pessoal que possuímos.

E sua conclusão seria: Vocês não são sérios naquilo que creem e fazem.

Tenho tido pena dos nossos jovens que vão a algumas conferências missionárias e saem entusiasmados, mas depois que chegam em suas igrejas são esfriados por seus pastores que não tem visão missionária.

Que o Pai tenha misericórdia de nós e nos perdoe dessa realidade mostrada dois anos antes do cumprimento do CENÄRIO 2015.


David Botelho
uniasia@mhorizontes.org.br

Missão Horizontes - Bradesco - Agência 1020 - Conta 3111-9 


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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Com Musskopf, Altmann, Steuernagel e outros importantes figurões progressistas promovendo a Teologia da Missão Integral a ferro e fogo, dificilmente a IECLB escapará do destino progressista final da Igreja Evangélica Luterana Americana, que já está ordenando pastores gays e lésbicos, apoiando o aborto e até aliando-se a sacerdotes de bruxaria.


Com Musskopf, Altmann, Steuernagel e outros importantes figurões progressistas promovendo a Teologia da Missão Integral a ferro e fogo, dificilmente a IECLB escapará do destino progressista final da Igreja Evangélica Luterana Americana, que já está ordenando pastores gays e lésbicos, apoiando o aborto e até aliando-se a sacerdotes de bruxaria.

http://jornalsaopaulopresbiteriano.blogspot.com.br/2012/11/com-musskopf-altmann-steuernagel-e.html

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A VERDADE SOBRE A MORTE!

Onde estão os finados?
 

 
 
Eu sei que a resposta óbvia é "enterrados no cemitério", mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.


  • Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos.
  • As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte.
  • As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos.
  • Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito.
  • Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus.
  • Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus.
  • As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento.
  • Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.
  • Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.

A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: "De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

Um Estudo Bíblico sobre Jesus Cristo para te ajudar a se livrar de Comunidades e Igrejas que pregam o Evangelho Líquido, Relativista, Cinzento e Imoral.

Estudo Bíblico: Quem é Jesus Cristo? (Juan de Paula)

quem-jesus

Juan de Paula – Quem é Jesus Cristo? (Esboço de Pregação)

“Um homem que foi simplesmente um homem e disse as coisas que Jesus disse não poderia ser considerado um grande mestre da moral. Ou ele foi um lunático – do mesmo nível do homem que disse ser um ovo poché – ou foi o Diabo do Inferno. Você pode considerá-lo tolo, pode cuspir nele e matá-lo como se fosse um demônio; ou prostrar-se a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não podemos vir com essas idéias tolas e complacentes de que ele foi um eminente mestre humano. Ele não deixou brecha para isso. Ele não teve essa intenção.” (C. S Lewis)
Certa ocasião, quando novo convertido, estava participando de uma evangelização do bairro onde morava e entreguei um folheto para um homem no quiosque que me disse admirar Jesus Cristo. Ao conversar com ele, foi clara a sua percepção da pessoa de Jesus sendo alguém alternativo semelhante a Raul Seixas ou Bob Marley, ou um revolucionário como Che Guevara. E então debatemos sobre a pessoa de Cristo. Afinal, quem foi Jesus Cristo?
 
Vamos trabalhar em quatro etapas:
 
1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia.
 
2 – As heresias cristológicas ao longo da história da igreja (e suas conexões com a atualidade)
 
3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?
 
4 – Perguntas e Respostas.
 
Antes, desejo apenas definir o vocabulário Cristologia como um ramo da Teologia Sistemática (disciplina teológica que estuda os temas da Bíblia como um todo) que estuda a pessoa de Jesus Cristo.

1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia:

Classicamente definimos Jesus Cristo como o Deus-filho, uma pessoa, porém com duas naturezas, plenamente Deus, plenamente homem, 100% Deus, 100% homem. O nome técnico que deram no passado foi união hipostática, a união das duas naturezas, divina e humana na pessoa de Jesus Cristo. Ele o será assim para sempre.
Há um vasto material bíblico sobre essa temática.
 
1.1 – A humanidade de Jesus Cristo
 
1.1.2 – Nascimento Virginal: Mateus 1:18; 20; 24-25
 
1.1.3 – O corpo humano de Jesus: Foi um bebê (Lucas 2:7) e cresceu (2:40, 52). Experimentou sensações humanas: Cansaço (João 4:6); Sede (19:28); Fome (Mateus 4:2); Morte (Lucas 23:46); Angustia (João 12:27; 13:21); Choro (João 11:35) – porém nunca pecou (Hebreus 4:15) Impecabilidade (4:14-16).
 
Por que foi necessário que Jesus Cristo fosse humano?
 
R: Para obedecer a lei em nosso lugar (Romanos 5: 18-19); ser sacrifício substituto (Hebreus 2:16-17), único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5).
 
1.2 – A Divindade de Jesus Cristo:
 
1.2.1 – Jesus Cristo como Senhor (Lucas 2:11).
 
1.2.2 – Jesus Cristo como Deus (João 1:1)
 
1.2.3 – Jesus Cristo tem os atributos da divindade (João 2:1-11; Colossenses 1:16-17; Apocalipse 22:13).
 
A Bíblia revela que Jesus Cristo é plenamente divino (Colossenses 1:9; 2:9).
 
Por que a divindade de Jesus é necessária? Para a nossa salvação (Jonas 2:9).

2 – As heresias cristológicas ao longo da história da Igreja:

Quando começaram as controvérsias em torno da pessoa de Jesus Cristo na história, a Igreja Cristã teve que se posicionar, o que aconteceu no concílio de Calcedônia em 451.d.C Ali foi afirmado à plena divindade e plena humanidade de Jesus Cristo em uma só pessoa no Deus-filho.
 
2.1 – Apolinarismo: Sustentava que a pessoa de Jesus Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito humano. O corpo era humano, mas a mente ou o espírito divino. Apolinário, bispo de Laodicéia, 361 d.C. Rejeitado pelo concílio de Alexandria 362 d.C e Constantinopla 381 d.C.
 
2.2 – Nestorianismo: Sustentava que havia duas pessoas distintas em Cristo, uma humana e outra divina. Nestório, pregador em Antioquia e, posteriormente, bispo de Constantinopla, 428. d.C. Curiosidade.
 
2.3 – Monofisismo (eutiquianismo): Uma pessoa e uma natureza. A natureza humana foi absorvida pela divina. Êutico (c. 378-454 d.C.), líder de um mosteiro em Constantinopla.
 
2.4 – Docetismo: Nega a humanidade de Cristo partindo do pressuposto que a matéria é má. Nenhum líder eclesiástico de destaque defendeu o docetismo mas essa heresia foi divulgada durante alguns séculos desde a época do apóstolo João.
 
Declaração de Calcedônia (8 de Outubro à 1º de Novembro de 451 d.C.)
(…) Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [hommoysios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos];
 
Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis;[1] a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência [hypóstasis]; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.
Conexão:
 
Você consegue discernir grupos hoje que mantém uma posição semelhante com as heresias citadas acima?
 
O que pensar, por exemplo, dos Testemunhas de Jeová que não acreditam na divindade de Jesus Cristo?
“Quaisquer que sejam as tradições teológicas, historicamente, a cristologia de Calcedônia tem sido o divisor de águas entre o verdadeiro cristianismo e o falso cristianismo. Conforme elaborada e discutida em profundidade por Anselmo de Cantuária, Martinho Lutero, João Calvino, Karl Barth e centenas de outros, a Definição de Calcedônia – embora vista como obsoleta por muitos – continua sendo o modelo clássico para cristologia porque procura ser fiel às Escrituras.” J. Scott Horrell – professor do Dallas Theological Seminary, ex-missionário no Brasil.

3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?

3.1 – Crer corretamente implica em uma piedade, uma relação com Deus mais profunda. Para estarmos conectados com Cristo, precisamos conhece-lo. “Para sentir profundamente, precisa pensar profundamente” C.J. Mahaney.
 
3.2 – Esta crença direciona para a glória de Deus (2 Coríntios 4:6). Isso mostra que Jesus Cristo é poderoso, trás alegria e paz (João 14:27), é o pão da Vida (João 6:35) e cordeiro de Deus que resgata os nossos pecados (Apocalipse 4:6).
 
3.3 – Qual o problema de não crer corretamente para a devoção? Se focarmos apenas na divindade de Jesus, nossa devoção será farisaica, legalista, moralista e religiosa não levando em conta que Jesus chorou e teve compaixão das pessoas. Se focarmos apenas na humanidade de Jesus, nossa devoção será carnal, humanista e libertina sem considerar que Deus é Santo e chama os salvos para crescerem em santidade (Levíticos 11:44).

No prelo: Jesus Vintage

JESUS VINTAGE: Respostas Atemporais para Questões Atuais. (Mark Driscoll & Gerry Breshears)
 
Mais de dois mil anos depois de ter andado sobre a terra, Jesus Cristo ainda é um assunto quente. De acordo com várias teorias de conspiração e mentiras ridículas sobre Jesus, que têm permeado a cultura popular e até mesmo o meio acadêmico durante anos, a verdade sobre seu caráter, sua natureza e obra não mudou nada. Então, qual é a pura verdade sobre Cristo? Jesus é o único Deus? Por que Jesus veio a terra? Jesus ressuscitou mesmo dos mortos? Por que devemos adorar Jesus? São perguntas como estas que este livro busca responder. Os que estiverem prontos para examinar profundamente o tema, encontrarão respostas sólidas e bíblicas para as perguntas mais difíceis e contraditórias que possam imaginar, apresentadas de modo relevante e accessível.
 

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Fonte: http://www.tempodecolheita.com.br/blog/estudo-biblico-quem-e-jesus-cristo-juan-de-paula/


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