sábado, 8 de dezembro de 2012

Será que sua comunidade cristã é uma comunidade sincrética pagã-cristã???

 
Posted: 07 Dec 2012 03:06 PM PST

Será que tudo que nos acontece é por acaso? Os acontecimentos, quer sejam bons ou maus, ocorrem acidentalmente, de maneira aleatória, sem que haja uma finalidade neles? Os que pensam assim, acham que Deus não determinou, decretou, ou planejou absolutamente nada com relação aos seres humanos, seu futuro histórico ou eterno, e muito menos os acontecimentos diários. Nada foi previsto ou determinado por Deus, inclusive os eventos naturais como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, acidentes, quedas de aviões, enfim – nada foi previsto ou determinado por ele. Portanto, tudo é imprevisível como num jogo de futebol. Não se sabe o futuro, não se pode prever absolutamente nada quanto ao fim da história. Junto com seus seres morais, Deus constrói em parceria o futuro, que neste acaso é aberto, indeterminado e incognoscível. Inclusive para ele mesmo.

Ou, será que as coisas que nos acontecem, mesmo as menores e piores, têm um propósito, ainda que na maior parte das vezes desconhecido para nós? Os que pensam assim entendem que Deus criou o mundo conforme um plano, um propósito, um projeto, elaborado em conformidade com sua sabedoria, justiça, santidade, misericórdia e poder. Nada que acontece, mesmo as mínimas coisas, o fazem ao acaso e de forma aleatória e casual, mas segundo este plano sábio. As decisões dos seres humanos são tomadas livremente por eles mesmos, mas, de uma forma que não compreendemos, elas acabam contribuindo para a concretização do propósito divino sem que Deus seja o autor do pecado. Tudo que ocorre, coisas boas ou ruins, estão dentro deste propósito concebido antes da fundação do mundo.

A melhor maneira de avaliarmos qual das duas é a visão correta é perguntarmos qual delas se aproxima mais da visão de Deus, do mundo e do homem que a Bíblia apresenta. Como os autores bíblicos concebiam o mundo, a história e os acontecimentos?

Ninguém que conheça a Bíblia poderá ter dúvidas quanto à resposta. Os judeus, ao contrário dos povos pagãos ao seu redor, não acreditavam em sorte, azar, acaso, acidente ou contingências. Eram os filisteus e não os israelitas que acreditavam que as coisas podiam acontecer ao acaso (veja 1Sm 6.9). Os israelitas, ao contrário dos pagãos, não acreditavam no acaso.

Para eles, Deus tinha traçado planos para os homens e as nações, e os mesmos iriam se cumprir inevitavelmente. Estes planos não poderiam ser frustrados por homem algum (Jó 42.2; Pv 19.21; Is 14.27; Is 43.13; Is 46.10b-11). Tais acontecimentos estavam tão inexoravelmente determinados que Deus dava conhecimento deles de antemão, através dos profetas. O fato de que os profetas de Israel eram capazes de predizer o futuro com exatidão era a prova de que o Deus de Israel era superior aos deuses pagãos (Is 46.9-10).

Os autores do Antigo Testamento sempre descrevem eventos que aconteceram aparentemente ao acaso como sendo o meio pelo qual Deus realizava seu propósito final. Assim, o arqueiro que atirou sua flecha “ao acaso” durante uma batalha acabou atingindo o rei de Israel e dessa forma cumpriu a profecia sobre sua morte (2Cr 18.33). A tempestade que atingiu o navio em que Jonas fugia para Társis não foi mera contingência, mas resultado da ação de Deus em levar o profeta a Nínive (Jn 1.4). O amalequita que vagueava “por acaso” nos montes de Gilboa foi o que encontrou Saul agonizante e o matou, cumprindo assim a determinação do Senhor de castigá-lo por ter consultado a pitonisa (2Sm 1.6-10; 1Cr 10.13). O encontro “casual” do profeta com um leão causou-lhe a morte e assim cumpriu a profecia contra ele (1Re 13.21-24). A visita casual que Acazias foi fazer a Jorão e o encontro fortuito com Jeú era tudo “a vontade de Deus” conforme o autor do livro das Crônicas, para que Acazias fosse morto (2Cr 22.7-9). Dezenas de outras passagens poderiam ser citadas para mostrar que na cosmovisão dos autores do Antigo Testamento nada acontecia por acaso, nem mesmo as pequenas coisas.

Até mesmo ações pecaminosas dos homens são atribuídas a Deus pelos autores do Antigo Testamento. O endurecimento do coração de Faraó para não deixar o povo de Israel sair é atribuído à Deus, que queria mostrar sua glória e seu poder sobre os deuses do Egito (Ex 7.3; 9.12). O endurecimento dos filhos de Eli para não se arrependerem do mal praticado é atribuído à Deus que os queria matar (1Sm 2.25). O endurecimento do rei Seom para não deixar Israel passar por sua terra é atribuído a Deus, que queria entregá-lo nas mãos de Israel (Dt 2.30), bem como o endurecimento de todas as nações cananitas (Js 11.20). Ao mesmo tempo, é preciso acrescentar, os israelitas não consideravam Deus como culpado do pecado humano. Ele era santo, justo, verdadeiro e não podia contemplar o mal (Hab 1.13). Todos estes mencionados acima foram responsabilizados por seus próprios pecados.

A visão de um mundo onde as coisas acontecem ao acaso, acidentalmente, sem propósito, é completamente estranha ao mundo dos israelitas conforme temos registrado na Bíblia.

Quando chegamos na pessoa de Jesus, encontramos exatamente a mesma visão de mundo, de Deus e da história, que é refletida no Antigo Testamento. Para Jesus, até mesmo coisas tão insignificantes como o número de cabelos da nossa cabeça (Mt 10.30) e a morte de pardais (Mt 10.29) estavam sob o controle da vontade de Deus. Ele era capaz de profetizar acontecimentos futuros tão triviais quanto o local onde se encontrava uma jumenta e seu jumentinho (Mt 21.2), que Pedro iria achar moedas na boca de um peixe (Mt 17.27) e que um homem estaria em determinado momento entrando na cidade com um cântaro na cabeça (Lc 22.10-12). Obviamente estas coisas não aconteceram por acaso.

Jesus se referiu à vontade de Deus e ao plano dele inúmeras vezes, como por exemplo, ao ensinar aos seus discípulos que tinha vindo ao mundo para morrer na cruz para salvar pecadores (Mt 17.22-23). As parábolas que Jesus contou sobre o futuro de Israel e sobre o dia do juízo deixavam pouca dúvida de que, para Ele, a história caminhava para um fim já traçado e determinado por Deus. No sermão escatológico Jesus predisse com exatidão a queda de Jerusalém, a fuga dos discípulos, o surgimento dos falsos profetas, as catástrofes, terremotos, secas, pestes e guerras que haveriam de suceder à raça humana e as perseguições que sobreviriam a seus discípulos antes de sua vinda (Mt 24).

Os discípulos de Jesus, os autores do Novo Testamento, tinham exatamente a mesma visão de um mundo onde nada ocorre por acaso. Tudo o que havia acontecido com Jesus, como o local do seu nascimento (Mt 2.5-6), sua ida ao Egito (Mt 2.15), sua vinda a Nazaré (Mt 2.23), seus milagres (Mt 8.16-17), sua traição (Jo 17.12), seu sofrimento e sua morte na cruz (At 3.18) – inclusive detalhes como beber vinagre (Jo 19.28-29), ter sua túnica rasgada (Jo 19.24) e seu corpo furado por uma lança (Jo 19.34-36) – tudo isto havia sido determinado por Deus em detalhes, a ponto de Deus ter revelado estes fatos cerca de seiscentos anos antes dos mesmos terem acontecido por meio dos profetas de Israel. Pensemos na probabilidade de atos, decisões e eventos acidentais, aleatórios, ao acaso, contingenciais, acontecerem de tal forma que estas coisas aconteceram exatamente como os profetas tinham dito!

Não só os fatos ocorridos com Jesus haviam sido planejados, inclusive aqueles que cercaram o nascimento da igreja cristã. A substituição de Judas (At 1.16-26), o dia de Pentecoste (At 2.14-17), a rejeição de Israel (At 13.40), a inclusão dos gentios na Igreja (At 15.15-20) – tudo aquilo havia sido determinado por Deus e previsto nas Escrituras pelos profetas. Veja a quantidade de vezes que no livro de Atos se menciona que a história de Cristo e da igreja haviam sido determinadas por Deus e anunciada pelos profetas: Atos 3.18,21-25; 10.43; 13.27,40; 18.28; 26.22.

Nas cartas que escreveram às igrejas, os autores do Novo Testamento jamais, em qualquer lugar, ensinaram os crentes que as coisas acontecem por acaso. Ao contrário, eles ensinaram os crentes que a conversão deles era resultado da vontade de Deus. Eles foram predestinados (Rm 8.29-30; Ef 1.5,11), escolhidos antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Os crentes são ensinados a buscar a vontade de Deus, a se submeter a ela e a entender que a vontade de Deus controla a história (Rm 8.27; 12.2; Ef 6.6; Cl 4.12; 1Ts 4.3; 5.18; Hb 10.36; 1Pd 2.15). Até o sofrimento por causa do Evangelho era visto como sendo pela vontade de Deus (1Pd 3.17; 4.19). Eles foram ensinados a ver uma santa conspiração divina em tudo que acontece em favor do bem deles (Rm 8.28), a ponto de serem exortados a dar graças em tudo (1Ts 5.18). Eles são exortados a dizer sempre “se Deus quiser” farei isto ou aquilo (Tg 4.15). Paulo sempre dizia que “se for a vontade de Deus” ele iria a este ou aquele local (Rm 1.10; 15.32). Ele sempre começa suas cartas dizendo que foi chamado “pela vontade de Deus” para ser apóstolo (1Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1; 2Tm 1.1).

Os cristãos são encorajados a enfrentar firmes as provações e tentações, pois Deus não permitirá que eles sejam provados além de suas forças (1Co 10.31). Eles devem sofrer com paciência em plena confiança que o Deus que está no controle de todas as coisas lhes dá a vida eterna e que ninguém poderá arrancar seus filhos de suas mãos. Eles são consolados com a certeza de que Deus haverá de cumprir todas as suas promessas, e que há um final feliz para todos os que confiam nele e crêem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Eles são exortados a permanecer firmes pois o bem haverá de triunfar sobre o mal, a justiça prevalecerá e a verdade haverá de vencer. E isto só é possível porque Deus está no controle, porque Ele conduz a história para o fim que Ele mesmo determinou, de uma maneira sábia e misteriosa, na qual os seres humanos e os anjos são responsáveis por seus atos, decidem fazer o que querem e tomam as escolhas que desejam.

À semelhança dos autores do Antigo Testamento, os escritores do Novo também atribuem a Deus o fato de que os ímpios e pecadores impenitentes se afundam cada vez mais no pecado. Paulo por três vezes em Romanos 1 declara que Deus entregou os incrédulos de sua geração à corrupção de seus próprios corações, para que eles se afundassem ainda mais no pecado e na iniqüidade (Rm 1.24,26,28). Aos tessalonicenses, ele declara que Deus manda a operação do erro para que os que rejeitam a verdade e creiam na mentira (2Ts 2.11). Igualmente, à semelhança do Antigo Testamento. O Novo responsabiliza os seres humanos por seus próprios pecados e condenação.

É evidente que não será na Bíblia que encontraremos esta visão de um mundo onde as coisas acontecem por mero acaso, onde tudo é casual e contingencial. Mas, vamos encontrá-la na mentalidade pagã, nas religiões idólatras, de deuses pequenos, impotentes, egoístas. Vamos encontrar esta visão de um mundo onde as coisas ocorrem de maneira aleatória nas idéias dos maniqueístas e gnósticos, ateus e agnósticos, especialmente os evolucionistas, que defendem que tudo surgiu e acontece como resultado de uma combinação fortuita de tempo e de acaso.

Os verdadeiros cristãos, todavia, cantam “acasos para mim não haverá”.

Se tudo acontece por acaso, que combinação inimaginável de ações livres, aleatórias e catástrofes naturais fortuitas poderão unir-se numa conspiração impessoal e totalmente ao acaso para produzir o final que Deus prometeu na Bíblia? Se Deus não é Deus, então o acaso se torna Deus e não temos qualquer garantia de que o final feliz prometido na Bíblia haverá de acontecer.

Não nos enganemos. A discussão entre acaso versus planejamento não é uma disputa teológica entre cristãos arminianos e calvinistas, pois os arminianos e os calvinistas concordam que Deus tem um plano, que ele controla a história, que não existe acaso e que Ele conhece o futuro. Ambos aceitam a Bíblia como Palavra de Deus e querem se guiar por ela. O confronto, na verdade, é entre duas visões de mundo completamente antagônicas, a visão pagã e a visão bíblica, entre as religiões pagãs e a religião bíblica. Posso não entender tudo sobre este assunto, mas prefiro mil vezes ficar ao lado dos autores da Bíblia do que ao lado de filósofos, teólogos e poetas ateus, agnósticos e racionalistas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Notas Sobre Batalha Espiritual - Thabiti Anyabwile


Parece-me que muitos (a maioria?) dos crentes teologicamente conservadores da Bíblia (incluindo eu) não pensam muito sobre a batalha espiritual. Talvez seja porque há alguns cristãos malucos que parecem falar apenas sobre a batalha espiritual, da maneira como alguns jovens calvinistas malucos apenas falam sobre predestinação e eleição. Ou, talvez seja porque tudo isso soe um pouco fantasmagórico ou assustador. Ou, talvez, não falemos muito sobre isso porque estamos infectados com o ceticismo do pensamento modernista e “científico”, levando-nos a desprezar “todo esse negócio de batalha espiritual”? Eu não sei. Mas eu estou pensando que, se não temos categorias para a batalha espiritual, então provavelmente estamos perdendo a batalha em alguma área de nossa vida cristã.
Mas, qual leitor do Novo Testamento pode duvidar da realidade de nossa luta no mundo espiritual? Apenas um exemplo clássico:
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Ef 6:11-12)

Nossos inimigos nesta guerra

Nós temos três inimigos nesta guerra: o mundo, a carne e o diabo. Ou, porque estou me sentindo estranhamente poético: Dos meus inimigos há três — Satanás, o mundo, e eu. Estes inimigos eram e são mortais para nós:
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. (Ef 2:1-3)
Estes três inimigos têm uma particular relação um com outro em sua guerra contra nós. O Diabo, a antiga serpente, é “o príncipe deste mundo” (João 12:31; 14:30, 16:11). Como tal, ele governa o sistema do mundo, em um esforço para esconder a verdade sobre Deus:
Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.  (1 Jo 5:19).
Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. (2 Coríntios. 4:4)
O mundo, sob o domínio do maligno, é um sistema de pensamentos, valores, ideias e ações que expressam uma verdadeira hostilidade e rejeição para com Deus e o seu povo. O mundo é irreconciliável com Deus — tanto que a abraçar os caminhos do mundo é unir-se ao mundo em inimizade contra Deus.
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (1 Jo 2:15-17)
Assim, Satanás tem distorcido e sabotado o mundo que Deus fez, inventando um sistema que permanece irremediavelmente hostil para com o Criador. De que maneira o mundo se une para atacar o cristão? Bem, o mundo ataca seduzindo a carne do cristão, os desejos pecaminosos e pensamentos que permanecem no cristão. Deixe-me usar quatro comentários bíblicos sobre a Lei como uma ilustração:
Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo […] Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são; mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? (Gl 4:3, 8-9)
No contexto, surpreendentemente, as referências de Paulo para “os princípios básicos do mundo” incluem a própria lei de Deus, que era o nosso professor, supervisionando-nos até a vinda de Cristo (3:23-25). O apóstolo considera a regra da lei de tocar, provar, e celebrar como parte dos princípios básicos do mundo:
Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo […] Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças (Col. 2:8, 20)
Satanás governa o mundo para atacar o cristão através de sua carne de muitas maneiras. Pela graça de Deus nós não somos ignorantes dos dispositivos do inimigo. Vou citar três. Primeiro, ele usa o mundo para conspirar com a nossa carne, cegando o cristão com um ascetismo religioso ineficaz:
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. (Colossenses 2:20-23)
Segundo, Satanás usa o mundo para fortalecer nossa carne a fim de negligenciarmos o viver no/pelo Espírito de Deus:
Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Rm 8:3-8)
Terceiro, Satanás usa o mundo para nos cegar para o fato de que a nossa natureza pecaminosa é a raiz do nosso pecado e tentação:
Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. (Tiago 1:13-15)

Como reagir a tudo isso?

Três coisas:
Primeiro, uma vez que nossos próprios desejos e pensamentos são o campo de batalha desta guerra, devemos mortificar a nossa carne.
Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8:12-14)
A carne morta não pode ser uma carne tentadora.
Em segundo lugar, uma vez que o mundo conspira com a nossa carne contra Deus, devemos cultivar um ódio santo contra o sistema do mundo.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.  (Rm 12:2)
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; (1 João 2:15).
Terceiro, mortificando constantemente a carne e renovando nossa mente e afeições para com Deus, devemos tomar nossa posição contra o diabo:
Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo […] Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes… (Ef 6:10-11, 13-14)
Claro, tudo isso só é possível se Cristo Jesus, o Filho de Deus for a nossa Vitória e nossa esperança for naquele que esmagou a cabeça da serpente (Gn 3:15), que trouxe o julgamento contra o mundo e derrotou o seu príncipe ( João 12:31), e pelo Seu Espírito que crucifica nossa carne (Rm 8:13; 2 Pedro 1:4).
A estratégia básica para a nossa guerra: Mortificar a carne. Odiar o sistema do mundo. Resistir o diabo.
Luta feliz porque nós todos em Cristo vencemos o mundo pela fé no Filho de Deus (1 João 5:1-5).
Por Thabiti Anyabwile. Copyright © 2012 The Gospel Coalition, Inc. All rights reserved.. Website: www.thegospelcoalition.org/blogs/thabitianyabwile/. Original: Notes on spiritual warfare.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/11/thabiti-anyabwile-notas-sobre-batalha-espiritual/#ixzz2DKQ4gdhS




Divulgação:


Avivamento Reformado?


Avivamento Reformado?
http://adolescentecalvinista.blogspot.com.br/2012/11/avivamento-reformado.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Uma avaliação da Igreja brasileira por David Botelho


Uma avaliação da Igreja brasileira

Em 20 anos a igreja quase quadruplicou em tamanho, prosperou em finanças, junto com o Brasil que se tornou a sexta economia mundial, será a quinta até o final do ano que vem e a quarta em 2020. Em 10 anos o salário mínimo saiu de 75 dólares para cerca de 300 dólares.
O resultado de tudo isso é que nos tornamos um dos mais consumistas do mundo. Os EUA pretende liberar os vistos para os brasileiros e os demais países tem facilitado os vistos para nós, isto não é porque somos bonzinhos, mas por causa do nosso dinheirinho que valorizou muito e que o custo de vida no Brasil se tornou um dos mais caros do mundo.

Em 2005 fizemos um planejamento estratégico de 10 anos para avaliar a igreja brasileira  em 2015. Este foi coordenado pelo engenheiro Mateus Nápoli, filho de pastor e líder de missões. Para isto usamos os fatos listados que afetaria na conclusão.

• Vida Espiritual
• Discipulado
• Denominacionalismo
• Visão Missionária
• Economia Brasileira
• Renda per Capita e Distribuição de Renda
• Indústria
• Relações Internacionais do Brasil
• Inclusão Digital

Ao final do planejamento escolhemos duas tendências para 2015 e uma delas foi denominada: Igreja de Laodicéia. Avaliem vocês essa conclusão minuciosamente. Até parece profético, pois a economia na época não tinha a perspectiva do que é hoje o Brasil e a igreja. O Cenário estudado e mostrado abaixo sobre o Planejamento Estratégico de 2005 na Horizontes mostra o exemplo denominado "Laodicéia"

"m 2015, 1/4 da população brasileira é evangélica e é superficial na vida cristã, a igreja se tornou rica e abastada, mas sem visão.A mídia evangélica tem influenciado com a teologia da prosperidade, formando uma mentalidade materialista e mundanista, aumentando a estrutura de poder das denominações. O discipulado é fraco e não atende a todas as necessidades da igreja, que tornou-se intelectualizada voltada para os seus próprios interesses. A falta de espiritualidade resultou no desinteresse e falta compromisso com missões. Os missionários têm sido negligenciados em todas as áreas de apoio.

A economia do país está em alta com crescimento da indústria e serviços. Mesmo com este crescimento, não há investimento da igreja na obra missionária. As organizações missionárias e juntas denominacionais lutam bravamente por recursos e missionários para serem enviados. A estrutura de envio missionário foi afetada resultando no interesse de pequenos grupos e
empresários, a igreja ignorou a sua responsabilidade de envio, sustento e cuidado missionário.

No cenário internacional também crescemos, devido ao investimento no agro negócio e outras tecnologias que aumentaram a exportação. A nossa imagem melhorou diante das comunidades internacionais, assistimos ao estabelecimento de parcerias nas áreas de esportes, cultura e negócios. Hoje em dia, a maioria das parcerias missionárias é nessas áreas, pois, com a decadência da igreja brasileira, há um desinteresse da igreja internacional
em apoiar o movimento missionário brasileiro.

Há uma diminuição considerável pela procura de treinamento missionário por duas razões: a zona de conforto e a falta de sustento. O treinamento tornou-se a curto prazo e com procura por cursos a distância. Esta situação tem limitado o número de candidatos e obreiros de base nas agências missionárias causando um aumento no custo de formação. Há menor busca por
especialização, literaturas bíblicas e cursos de missões, afetando o ministério de mobilização e investimento missionário.

A adoção à internet cresceu com o incentivo a cursos de informática. Devido à concorrência houve uma queda nos preços de produtos comercializados virtualmente. Novas estratégias missionárias são dirigidas a programas de televisão, grupos de comunicação e à própria internet."

Chamemos um Auditor

Imagine o que ocorreria se contratássemos um auditor de planejamento para analisar e dar seu parecer sobre a Igreja e para onde ela deveria ir, a fim de cumprir o seu propósito máximo. Ele nos faria algumas perguntas com o objetivo de chegar a uma conclusão. Sua primeira pergunta talvez seria: Qual é a tarefa principal da igreja?

Responderíamos que é tornar Cristo conhecido por toda criatura, em todo o mundo.
E, para isso, com quem a igreja conta atualmente?

Responderíamos que a igreja possui mais de 800 milhões de cristãos verdadeiros. Ele ficaria surpreso!

A terceira provável pergunta seria: Quais são os recursos com os quais contamos hoje?
Responderíamos que mais de 50% dos cristãos no mundo são classificados como ricos e que somente 13% são verdadeiramente pobres. Temos todas as estratégias e os melhores treinamentos para evangelizar todos os povos, tribos, e nações. Temos métodos de tradução da bíblia para as línguas que nada têm do livro sagrado e condições de terminar a tarefa em nossa geração.  Sua admiração seria ainda maior.

Uma última pergunta: Vocês sabem onde se encontram as pessoas não seguidoras de Cristo, alvos da pregação?

Orgulhosos, responderíamos com riquezas de detalhes que a maioria delas, ou 95% dos menos alcançados da terra, está concentrada numa região do mundo que denominamos Janela 10-40. Lá estão aproximadamente 2.3 bilhões de pessoas que chamamos de os menos alcançados, pelo evangelho, da terra.

Nosso interlocutor a essa altura estaria em êxtase com grande admiração pelo conhecimento demonstrado, recursos financeiros e pessoal que possuímos.

E sua conclusão seria: Vocês não são sérios naquilo que creem e fazem.

Tenho tido pena dos nossos jovens que vão a algumas conferências missionárias e saem entusiasmados, mas depois que chegam em suas igrejas são esfriados por seus pastores que não tem visão missionária.

Que o Pai tenha misericórdia de nós e nos perdoe dessa realidade mostrada dois anos antes do cumprimento do CENÄRIO 2015.


David Botelho
uniasia@mhorizontes.org.br

Missão Horizontes - Bradesco - Agência 1020 - Conta 3111-9 


Divulgação:



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Com Musskopf, Altmann, Steuernagel e outros importantes figurões progressistas promovendo a Teologia da Missão Integral a ferro e fogo, dificilmente a IECLB escapará do destino progressista final da Igreja Evangélica Luterana Americana, que já está ordenando pastores gays e lésbicos, apoiando o aborto e até aliando-se a sacerdotes de bruxaria.


Com Musskopf, Altmann, Steuernagel e outros importantes figurões progressistas promovendo a Teologia da Missão Integral a ferro e fogo, dificilmente a IECLB escapará do destino progressista final da Igreja Evangélica Luterana Americana, que já está ordenando pastores gays e lésbicos, apoiando o aborto e até aliando-se a sacerdotes de bruxaria.

http://jornalsaopaulopresbiteriano.blogspot.com.br/2012/11/com-musskopf-altmann-steuernagel-e.html

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A VERDADE SOBRE A MORTE!

Onde estão os finados?
 

 
 
Eu sei que a resposta óbvia é "enterrados no cemitério", mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.


  • Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos.
  • As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte.
  • As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos.
  • Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito.
  • Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus.
  • Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus.
  • As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento.
  • Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.
  • Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.

A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: "De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

Um Estudo Bíblico sobre Jesus Cristo para te ajudar a se livrar de Comunidades e Igrejas que pregam o Evangelho Líquido, Relativista, Cinzento e Imoral.

Estudo Bíblico: Quem é Jesus Cristo? (Juan de Paula)

quem-jesus

Juan de Paula – Quem é Jesus Cristo? (Esboço de Pregação)

“Um homem que foi simplesmente um homem e disse as coisas que Jesus disse não poderia ser considerado um grande mestre da moral. Ou ele foi um lunático – do mesmo nível do homem que disse ser um ovo poché – ou foi o Diabo do Inferno. Você pode considerá-lo tolo, pode cuspir nele e matá-lo como se fosse um demônio; ou prostrar-se a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não podemos vir com essas idéias tolas e complacentes de que ele foi um eminente mestre humano. Ele não deixou brecha para isso. Ele não teve essa intenção.” (C. S Lewis)
Certa ocasião, quando novo convertido, estava participando de uma evangelização do bairro onde morava e entreguei um folheto para um homem no quiosque que me disse admirar Jesus Cristo. Ao conversar com ele, foi clara a sua percepção da pessoa de Jesus sendo alguém alternativo semelhante a Raul Seixas ou Bob Marley, ou um revolucionário como Che Guevara. E então debatemos sobre a pessoa de Cristo. Afinal, quem foi Jesus Cristo?
 
Vamos trabalhar em quatro etapas:
 
1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia.
 
2 – As heresias cristológicas ao longo da história da igreja (e suas conexões com a atualidade)
 
3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?
 
4 – Perguntas e Respostas.
 
Antes, desejo apenas definir o vocabulário Cristologia como um ramo da Teologia Sistemática (disciplina teológica que estuda os temas da Bíblia como um todo) que estuda a pessoa de Jesus Cristo.

1 – A pessoa de Jesus Cristo (Cristologia) a luz da Bíblia:

Classicamente definimos Jesus Cristo como o Deus-filho, uma pessoa, porém com duas naturezas, plenamente Deus, plenamente homem, 100% Deus, 100% homem. O nome técnico que deram no passado foi união hipostática, a união das duas naturezas, divina e humana na pessoa de Jesus Cristo. Ele o será assim para sempre.
Há um vasto material bíblico sobre essa temática.
 
1.1 – A humanidade de Jesus Cristo
 
1.1.2 – Nascimento Virginal: Mateus 1:18; 20; 24-25
 
1.1.3 – O corpo humano de Jesus: Foi um bebê (Lucas 2:7) e cresceu (2:40, 52). Experimentou sensações humanas: Cansaço (João 4:6); Sede (19:28); Fome (Mateus 4:2); Morte (Lucas 23:46); Angustia (João 12:27; 13:21); Choro (João 11:35) – porém nunca pecou (Hebreus 4:15) Impecabilidade (4:14-16).
 
Por que foi necessário que Jesus Cristo fosse humano?
 
R: Para obedecer a lei em nosso lugar (Romanos 5: 18-19); ser sacrifício substituto (Hebreus 2:16-17), único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5).
 
1.2 – A Divindade de Jesus Cristo:
 
1.2.1 – Jesus Cristo como Senhor (Lucas 2:11).
 
1.2.2 – Jesus Cristo como Deus (João 1:1)
 
1.2.3 – Jesus Cristo tem os atributos da divindade (João 2:1-11; Colossenses 1:16-17; Apocalipse 22:13).
 
A Bíblia revela que Jesus Cristo é plenamente divino (Colossenses 1:9; 2:9).
 
Por que a divindade de Jesus é necessária? Para a nossa salvação (Jonas 2:9).

2 – As heresias cristológicas ao longo da história da Igreja:

Quando começaram as controvérsias em torno da pessoa de Jesus Cristo na história, a Igreja Cristã teve que se posicionar, o que aconteceu no concílio de Calcedônia em 451.d.C Ali foi afirmado à plena divindade e plena humanidade de Jesus Cristo em uma só pessoa no Deus-filho.
 
2.1 – Apolinarismo: Sustentava que a pessoa de Jesus Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito humano. O corpo era humano, mas a mente ou o espírito divino. Apolinário, bispo de Laodicéia, 361 d.C. Rejeitado pelo concílio de Alexandria 362 d.C e Constantinopla 381 d.C.
 
2.2 – Nestorianismo: Sustentava que havia duas pessoas distintas em Cristo, uma humana e outra divina. Nestório, pregador em Antioquia e, posteriormente, bispo de Constantinopla, 428. d.C. Curiosidade.
 
2.3 – Monofisismo (eutiquianismo): Uma pessoa e uma natureza. A natureza humana foi absorvida pela divina. Êutico (c. 378-454 d.C.), líder de um mosteiro em Constantinopla.
 
2.4 – Docetismo: Nega a humanidade de Cristo partindo do pressuposto que a matéria é má. Nenhum líder eclesiástico de destaque defendeu o docetismo mas essa heresia foi divulgada durante alguns séculos desde a época do apóstolo João.
 
Declaração de Calcedônia (8 de Outubro à 1º de Novembro de 451 d.C.)
(…) Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [hommoysios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos];
 
Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis;[1] a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência [hypóstasis]; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.
Conexão:
 
Você consegue discernir grupos hoje que mantém uma posição semelhante com as heresias citadas acima?
 
O que pensar, por exemplo, dos Testemunhas de Jeová que não acreditam na divindade de Jesus Cristo?
“Quaisquer que sejam as tradições teológicas, historicamente, a cristologia de Calcedônia tem sido o divisor de águas entre o verdadeiro cristianismo e o falso cristianismo. Conforme elaborada e discutida em profundidade por Anselmo de Cantuária, Martinho Lutero, João Calvino, Karl Barth e centenas de outros, a Definição de Calcedônia – embora vista como obsoleta por muitos – continua sendo o modelo clássico para cristologia porque procura ser fiel às Escrituras.” J. Scott Horrell – professor do Dallas Theological Seminary, ex-missionário no Brasil.

3 – As implicações práticas sobre a compreensão correta da pessoa de Jesus Cristo (o que este estudo tem a ver com a nossa relação com Deus)?

3.1 – Crer corretamente implica em uma piedade, uma relação com Deus mais profunda. Para estarmos conectados com Cristo, precisamos conhece-lo. “Para sentir profundamente, precisa pensar profundamente” C.J. Mahaney.
 
3.2 – Esta crença direciona para a glória de Deus (2 Coríntios 4:6). Isso mostra que Jesus Cristo é poderoso, trás alegria e paz (João 14:27), é o pão da Vida (João 6:35) e cordeiro de Deus que resgata os nossos pecados (Apocalipse 4:6).
 
3.3 – Qual o problema de não crer corretamente para a devoção? Se focarmos apenas na divindade de Jesus, nossa devoção será farisaica, legalista, moralista e religiosa não levando em conta que Jesus chorou e teve compaixão das pessoas. Se focarmos apenas na humanidade de Jesus, nossa devoção será carnal, humanista e libertina sem considerar que Deus é Santo e chama os salvos para crescerem em santidade (Levíticos 11:44).

No prelo: Jesus Vintage

JESUS VINTAGE: Respostas Atemporais para Questões Atuais. (Mark Driscoll & Gerry Breshears)
 
Mais de dois mil anos depois de ter andado sobre a terra, Jesus Cristo ainda é um assunto quente. De acordo com várias teorias de conspiração e mentiras ridículas sobre Jesus, que têm permeado a cultura popular e até mesmo o meio acadêmico durante anos, a verdade sobre seu caráter, sua natureza e obra não mudou nada. Então, qual é a pura verdade sobre Cristo? Jesus é o único Deus? Por que Jesus veio a terra? Jesus ressuscitou mesmo dos mortos? Por que devemos adorar Jesus? São perguntas como estas que este livro busca responder. Os que estiverem prontos para examinar profundamente o tema, encontrarão respostas sólidas e bíblicas para as perguntas mais difíceis e contraditórias que possam imaginar, apresentadas de modo relevante e accessível.
 

You can leave a response


Fonte: http://www.tempodecolheita.com.br/blog/estudo-biblico-quem-e-jesus-cristo-juan-de-paula/


Divulgação:

 


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde. (A TL é uma teologia rica em novos sofismas para sobreviver, não deu certo com o marxismo-petista, agora é o papo furado sobre "verde").


Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde


Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
Ecoteologia da libertação: marxismo + “religião” verde




















Luis Dufaur
·
O ex-frei franciscano Leonardo Boff vem sendo promovido como um dos principais propagadores da teologia da liberação agora reciclada em eco-teologia marxista com cores acentuadamente verdes e panteístas.
Boff participa do esforço de reformulação do enferrujado marxismo numa nova filosofia que recolhe os postulados mais radicais de Karl Marx e os amalgama com os dogmas básicos do ambientalismo radical numa nova religião.
Qual é o conteúdo desta profunda metamorfose?
O próprio Boff encarregou-se de fornecer alguns avanços desta nova-velha Teologia da Libertação verde-vermelha, segundo informou a agência ACI.
No Congresso Continental de Teologia, realizado sob os auspícios da UNISINOS, em São Leopoldo, RS, de 7 a 11 de outubro deste ano, o ex-frei definiu alguns dos parâmetros essenciais dessa teologia ecomarxista.
Boff relembrou o básico: a “marca registrada” de Teologia da Libertação é “a opção pelos pobres, contra a miséria e a opressão”, no contexto da luta de classes.
Mas ele encaixou nesse chavão o componente verde. O leitor talvez ache que os seguintes pensamentos do ecoteólogo marxista são produtos de algum delírio, ou de uma embaralhada insensata de letras provocada involuntariamente por algum sistema informático. Mas não é nada disso.








“Dentro dessa opção pelos pobres, explicou Boff, é preciso inserir o grande pobre que é a Mãe Terra, que é Pachamama [a deusa dos povos andinos incubada na terra], é a Magna Mater, é a Tonantzin, é a Gaia, é o grande pobre devastado e oprimido”.
E insistiu para afastar dúvidas: “não só os pobres gritam, gritam as águas, gritam as árvores, gritam os animais, gritam os ventos, a terra grita”.

Lula gigante habitada pelo “espírito” substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da “ecoteologia”, ou nova “religião verde”











Entramos assim de cheio na nova luta de classes segundo a “religião verde”.
Para o ecoteólogo, “esse organismo que chamamos Terra y da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fossemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Ainda segundo este visionário profeta da “religião” verde, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Esse “novo homem” – aliás, assaz diferente dele – não seria outra coisa senão uma lula gigante.
O disparate suscita de imediato o riso ou convida a interromper a leitura. Esse ser que evoca certos deuses da Índia, mistura de homem e animal, estaria mais perto de certas representações diabólicas clássicas.

Leonardo Boff: profeta de um mundo verde irracional
povoado de entes de conotações demoniacas


















Seria um singular avatar gerado pelas entranhas do averno material mas habitado por um “espírito” vindo de não se sabe onde.
A Terra seria uma “Mãe” cruel que exterminaria a humanidade para comunicar o espírito que jaz nas suas profundezas a uma sorte de deus-demônio repulsivo.
Explicando a nova teologia verde, o religioso renegado disse que o extermínio da humanidade resgataria a “Mãe Terra” que “está crucificada e é tarefa nossa descê-la da cruz, como fizemos durante décadas com os pobres”.
Boff se autodenomina “ecoteólogo de matriz católica” e defende com acentos subversivos que “o grito da terra é grito dos pobres e grito dos pobres é o grito da terra, nossa Mãe Terra”.
Em poucas palavras é marxista enquanto ambientalista e ambientalista enquanto marxista. Os dois seriam duas faces de uma mesma moeda
Para Boff, “o universo é autoconsciente” como se tivesse alma bem como acreditavam as velhas concepções gnósticas e panteístas.
A Terra martelou ele: “começou a pensar, sentir e amar”, sem nunca explicar de onde tirou semelhante estapafúrdio.
O espírito divino panteísta teria se revelado em religiões pagãs.
Santão da Índia.














O devaneio panteísta leva o ex-frei a entender o Deus Uno e Trino da Igreja Católica como “a grande energia fundamental” impessoal.
Ele pediu revisar o conceito de Revelação, sustentando que houve muitas revelações de Deus na história.
Portanto, deve se abandonar a ideia de converter os pagãos. Muitas revelações pagãs atribuídas ao demônio seriam manifestações da Mãe Terra, deusa panteísta.
“Deus chega sempre antes dos missionários e sempre age antes que eles”, explicou parafraseando o comuno-tribalismo mais radical.
Em consequência, o “catolicismo atual” só mereceria sobreviver se se reformula e entra em harmonia com o deus ex-machina “Mãe Terra” que ele e os teólogos da libertação “aggiornati” estão revelando ao gênero humano.
Entre os participantes do evento em São Leopoldo também estavam o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerando pai da teologia marxista da libertação, Jon Sobrino, e o bispo de Jales, D. Luiz Demétrio Valentini.

Fonte: http://ipco.org.br/home/noticias/teologos-da-libertacao-desvendam-segredos-da-nova-%E2%80%9Creligiao%E2%80%9D-verde


Divulgação:





VOCÊ GANHOU!